A vida de um roteiro Setembro 6, 2007
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Flávia Frossard
Dizem que é difícil fazer cinema no Brasil, e sim é bem difícil, depende de verbas públicas, ter nome no mercado e mais um monte de coisas… Entre todas essas dificuldades surge uma área que parece estar à procura de novos talentos: Roteiro! Pelo menos é isso que andam falando nos bastidores do meio cinematográfico…
Como fazer um roteiro, como contar uma história pra ser filmada? É isso que vou tentar passar um pouco pra vocês!
Primeiro não se pode esquecer de três pontos básicos:
1) Tudo que escrevemos num roteiro deve ser visível ou audível e não se deve esquecer que trabalho do roteirista não tem nenhuma indicação técnica.
2) O roteiro deve trazer as informações na ordem em que elas aparecem no filme.
3) O tempo de leitura de um roteiro em voz alta deve ter o tamanho do filme ( Em média cada 1000 caracteres = 1 minuto de filme)
Se você conseguir seguir esses pontos pode contar que já está a meio caminho andado com o seu roteiro… É claro que isso não é nenhuma receita de bolo, são só alguns pontos que merecem destaque e que podem ajudar os novos na área.
Não se deve esquecer também que todas as palavras que serão faladas, lidas ou ouvidas num filme devem estar no roteiro, não esquecendo das placas! E que Cena 1 de qualquer filme é quase o filme inteiro, é praticamente o coração dele e pode te levar ao sucesso ou ao completo fracasso. Num longa-metragem, ela precisa introduzir as questões centrais, num curta, já introduz uma pergunta, ou deixa uma dúvida no ar, mesmo que seja uma metáfora pro filme/vídeo.
Nada disso vai garantir que você se torne um roteirista de sucesso, é só lembrar do nosso querido GLAUBER ROCHA:
“Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”
Para o nosso mestre funcionava assim, pensou = filmou, mas para os que ainda não tem muita experiência no ramo seguir algumas regrinhas básicas pode ajudar e muito na construção do seu vídeo.
Como disse Jorge Furtado:
“Todos os problemas em um filme devem acontecer na sua pré-produção”
Ou seja, devem começar a serem previstos com a leitura do roteiro, e prever problemas numa filmagem, economiza dinheiro que é curto para a maioria dos cineastas!
Mãos a obra, ou melhor, Mãos no roteiro, quem sabe você não tem futuro nesse ramo tão necessitado de novos gênios?
Cineasta : Jorge Furtado Setembro 3, 2007
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Flávia Frossard
Com quatro longas produzidos (Houve uma vez dois verões; O homem que copiava; Meu tio matou um cara e o mais novo Saneamento Básico, o filme) e 13 curtas (entre eles o conhecido ilha das flores), o Espírito Santo teve o prazer de receber essa fera do cinema no REC (Rumo a estação cinema; festival de vídeos universitários). Com uma grande definição de cinema ele abre a sua participação no festival:
“Cinema: Nunca real sempre verdadeiro”.
Entre entrevistas, debates, palestra, pré-estréia de filme e oficina, Jorge nos encantou com a sua simplicidade e a sua paixão pelo cinema. Entre todas as suas falas, com certeza os 10 mandamentos para se fazer um filme expostos por ele na palestra na última sexta-feira a noite não podem passar sem serem registrados:
- O orçamento de um filme é a sua estética.
- Realismo custa dinheiro.
- Você não pode fazer um filme de baixo orçamento sem ter um orçamento.
- Não faça acordos que comprometam o seu trabalho.
- Faça tudo o mais legalmente possível.
- Todos os problemas acontecem na pré-produção.
- Se você deixar as pessoas desaparecem, alimente bem a sua equipe, 10 horas de sono são fundamentais.
- Não seja um idiota com a sua equipe. (Entende-se por idiota: desorganizado ou rude)
- Não perca tempo terminando essa lista! Comece a rodar!
Que essa vinda dele a Vitória anime muitos universitários a produzir mais e acreditar que fazer cinema no Brasil é possível!
