Quando Chega a Escuridão Setembro 17, 2007
Posted by sussurro in Horror e Fantasia dos anos 80.Tags: Horror e Fantasia dos anos 80
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Raphael De Angeli
Após ouvir conselhos escreverei menos. Longe de uma crítica (repetindo!), mais perto de primeiras impressões escolho agora um aspecto do filme e comento. Definitivamente mais incompleto, porém interessante.
QUANDO CHEGA A ESCURIDÃO
Sobre esse não li nada antes de escrever. Preferi dizer o que veio, sem consultas. E foi isto: a originalidade. A história de um grupo atípico, noturno e sanguinário, é contada de dentro do bando a partir de uma nova aquisição. Não há bem contra mal de forma clássica. Há sim o bem contra o mal dentro do personagem. Inocência x sadismo, mau-caráter x princípios, sangue x fome.
Ninguém sabe quem são eles. Vampiros? Talvez por serem movidos a sangue, se esconder do dia e ter força sobrenatural, mas hora nenhuma a origem ou alguma alcunha é determinada. O mistério se mantém do início ao fim. O que se sabe é que amam a noite!
Essas frases desleixadas resumem bem o que mais me intrigou no filme. Ele prende a atenção porque não se sabe a origem dos personagens e nem o destino. Sabe-se que sangue é o que eles querem e que a noite dispõe as melhores alternativas.
Post curto e direto, sem sinopse, sem nomes.
Mais um do Terror e Fantasia nos anos 80: fonte inesgotável de passatempos.
Eu tenho esse. É só pedir.
A HORA DO ESPANTO Setembro 10, 2007
Posted by sussurro in Horror e Fantasia dos anos 80.Tags: Horror e Fantasia dos anos 80
5 comments
Dois tópicos de explicação:
- A proposta é a seguinte: seções (espécie divisão dos filmes em categoria tanto temporais quanto temáticas) com vida curta e sem sequência. Pode parecer estranho, mas pelo menos expressa a liberdade de postar sobre o que quiser e quando quiser sem a responsabilidade de seguir um padrão. O primeiro é Horror e Fantasia dos Anos 80. Aqui escrevo sobre as primeiras, segundas e terceiras impressões sobre um filme que me INTRIGA. Exatamente isso: um filme intrigante. Intrigante porque fico mais de uma hora e meia sem piscar ou porque durmo a cada 5 minutos. O que importa é tocar o espectador.
- Quase todos os filmes que comentarei aqui (não será uma crítica técnica, mas sim opiniões sobre o filme, partes que ficam. Isso! Partes que ficam!) estão no meu computador. Ou seja, é só me emprestar um pen drive que eu coloco pra você. Normalmente o filme tem 700 MB.
HORA DO ESPANTO
- A primeira vez que vi esse filme eu nem lembro, mas eu sei que vi quando era bem novo. Já a vez que marcou foi quando assisti no Corujão da Globo (fantástico pra quem não dorme – sempre um filme raro), lá pras 2 da madrugada. Eu tinha acabado de ver alguma coisa, o Jô eu acho, e comecei a ver o filme. Sabia daquele nome pelas fitas da seção de terror da locadora. Esperava dormir em não menos que meia hora. Assisti o filme todo (lembrem-se: era de madrugada). Pra quem me conhece, um milagre!
- A HORA DO ESPANTO começa com uns amassos no quarto ao “som” do programa “Fright Night” (algo parecido com Cine Trash e também título original do filme). Charlie vê uns vizinhos carregando um caixão e troca sua namorada, só de sutiã, por momentos de espionagem. Descobre que seu vizinho (Dandrige) é um vampiro ao vê-lo (de madrugada a la Janela Indiscreta) prestes a morder o pescoço de mais uma vítima. O problema é que o vizinho também vê Charlie e faz uma visitinha a sua casa, tentando matá-lo.Charlie sobrevive e tenta provar ao mundo que seu vizinho é um vampiro. Busca ajuda até com o apresentador do Fright Night, Peter Vincent (homenagem a Peter Cushing e Vincent Price). Esse mostra-se um canastrãoe e não acredita em Charlie. Até que uma simulação – organizada pela namorada e pelo amigo de Charlie – para desmistificar essa história de vampiros dá errado e Peter Vincent decobre que Dandrige é mesmo um vampiro. Um misto de perseguição, vingança e heroísmo começa.
- O filme se mantém em uma linha divertida e extremamente interessante. A leveza, sem rodeios e nem reviravoltas, caracterizam A HORA DO ESPANTO e muitos outros filmes da década. Você não cansa ao assistir o filme. E, além disso, fica com vontade de assistir outro parecido ou deseja ainda que o filme dure mais.
- Os atores estão bem à vontade nos papéis. Tanto Chris Sarandon (Jerry Dandrige) quanto William Ragsdale (Charlie Brewster) sabem explorar o personagem e divertir o público. Você simpatiza o frágil mocinho e admira o seguro vilão. Roddy McDowall (Peter Vincent) homenageia bem seus antecessores e Stephen Geoffreys (Evil ‘Ed’) interpreta bem o amigo frenético. A única que não combina com o papel é Amanda Bearse (Amy Peterson) que não transmite a inocência e pureza da personagem. Não sei se penso isso porque já estereotipei a atriz como a vizinha rude e sarcástica de Married with Children ou porque ela não é mesmo uma das melhores atrizes para o papel.
- A direção é simples e correta. Apela, sem inocência alguma, para os clichês. Sabe do que se trata e inova ao não deixar o piegas algo chato. A trilha é a cara do filme: pontual e tragicômica. E, por fim, a cena de sedução vampiresca é uma hipnose total. Não percam e prestem bastante atenção na maquiagem cuidadosa dos monstrengos.
—- Passatempo fantástico, você vai procurar mais do gênero depois que assisir esse.
