Entrevista: Maria Ines Dieuzeide Outubro 18, 2007
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Flávia Frossard
O vídeo Cave Canem foi produzido por 8 pessoas, entre elas, Maria Ines Dieuzeide, que está cursando o 7º período do curso de Comunicação Social da Ufes. Já ganhou prêmios no Estado e já foi exibido em 3 continentes. Ele ainda não está disponível no Youtube, mas possivelmente vocês terão a chance de assistí-lo no Vitória Cine-Vídeo, uma vez que há grandes chances dele ser selecionado. A estudante nos conta um pouco mais como foi o processo de produção e circulação do vídeo, e mostra que é possível produzir no Estado!!
De onde surgiu a idéia de produzir o documentário/ Vídeo- arte?
O vídeo, que o Heraldo prefere chamar de “experimental”, mas que é documentário também, foi feito a 8 mãos (Heraldo Borges, Marijana Mijoc, Hugo Reis e Maria Ines Dieuzeide). A idéia inicial surgiu com Heraldo e Marijana, estimulados pelo Hamburg International Short Film Festival, que tem uma categoria de vídeos de 3 minutos, com um tema sugerido a cada edição do festival. Neste ano, o tema era Home. A idéia foi mostrar uma outra idéia de “lar”, visto um pouco como prisão. Além disso, trata também da intolerância, do não querer saber daquilo que acontece fora dos nossos muros.
Como vocês conseguiram os recursos para produzir o Cave Canem?
Este foi um vídeo muito barato, que não demandou recursos. Usamos uma câmera mini-DV do Departamento de Comunicação Social da Ufes, que foi cedida para o GRAV, e depois editamos em casa mesmo (na verdade, na casa de um amigo, André Alves!).
Como foi ter o vídeo exibido em Hamburgo e no Japão? Ele já recebeu algum prêmio?
O vídeo foi feito para esse festival de Hamburgo, mas eu, particularmente, não tinha muita expectativa de que ele fosse selecionado. Quando soubemos da seleção, foi uma alegria enorme. Depois disso, a organização desse festival levou o vídeo para ser exibido em Kyoto, durante a Media – Art – Week, e em Osaka, no Planet Studio +1. É muito legal saber que as pessoas lá longe, em outro continente, estão assistindo uma produção sua, e talvez gostando. É legal perceber o alcance que um vídeo pode ter (e um pouco assustador até, porque te faz ter consciência da responsabilidade de dizer alguma coisa), e que talvez ele consiga gerar alguma coisa em espaços e em pessoas nunca antes imaginados, e que a gente nunca vai conhecer, nunca vai saber quem elas são.
Aqui em Vitória, ele foi exibido na III Mostra Produção Independente – A Vida é Curta, quando ganhou o prêmio especial do júri, e no 3º Festival Nacional de Vídeos Universitários – REC 2007, quando ganhou o prêmio de melhor documentário.
