Vertov Novembro 21, 2007
Posted by sussurro in Vertov, cineastas, cinema sovético.3 comments
Experimentar. Vertov faz isso. Após assistir 3 filmes no Grav cheguei a essa conclusão. Está certo que não é nenhuma conclusão original, que ninguém tenha percebido. Mas, mesmo assim, é algo que não se pode negar. Ele inovou muito colocou a câmera onde niguém havia colocado e, com isso, captou cenas únicas, históricas.
Em “Um Homem com uma Câmera”, Vertov sai para rua e busca enxergar aquilo qu não se vê facilmente. Na verdade, esse filme se firma sob dois pilares: a montagem e a trilha sonora. No começo do filme a música sugere um suspense, aliada a montagem de cenas sem praticamente nenhum movimento de câmera. Logo depois a montagem se torna frenética, com muita velocidade e com uma trilha extremamente envolvente. Quando percebi já estava tapotando o ritmo do filme. Em “Câmera-olho” o que mais marcou foram as cenas cotidianas que quase nunca são retratadas, como as mulheres bêbadas de Vodka. Em “Réquiem para Lênin”, o que realmente me intrigou foram algumas cenas que envolviam os para-quedistas e as grandes massa. Cenas experimentais. A cara do diretor.
Você conhece o Glauber Rocha? Novembro 8, 2007
Posted by sussurro in Cinema Brasileiro, Glauber Rocha, cineastas.4 comments
Flávia Frossard
Lembrando dos nossos tempos de calouros e de como todos mudamos, me veio a mente como passamos a conhecer o grande cineasta Glauber Rocha , o bahiano que ganhou Cannes, dirigiu entre outros “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Terra em Transe”.
Quando ninguém se conhecia, e todos éramos quietos, o Fred já gostava de chegar nas aulas e colocar no quadro: “ Você conhece Glauber Rocha?” , pode ter sido esquisito no começo, mas foi assim que o 4 período de Comunicação Social da Ufes passou a conhecer melhor esse cineasta!
Levada pelo espírito do Fred, saí pela Universidade pesquisando, será que os alunos conhecem Glauber Rocha?? Confira no vídeo!
PS: Qualquer análise semiótica que leve a crer um apoio de Sussurro a chapa 2 é mera coincidência !
Diário de Blindness Outubro 6, 2007
Posted by sussurro in blogues de cinema, cineastas, fernando meirelles.2 comments
Raphael De Angeli
Fernando Meirelles, cineasta, e dono da O2 Filmes, repete seu diário de bordo. Ele já havia feito isso quando gravou O Jardineiro Fiel, em 2005. Um relato extremamente interessante. Vale muito a pena visitar.
Uma das poucas oportunidades de conhecer os bastidores de uma mega-produçao. Mega-produção porque a equipe técnica é muito boa, tem dinheiro pra caramba em jogo e a história é do mestre Saramago. Agora só falta torcer pra dar certo!
OLHA O LINK AQUI!
Idéias Outubro 3, 2007
Posted by sussurro in David Lynch, cineastas, idéias, roteiro.add a comment
Raphael De Angeli
“Idéias são como pescar: você precisa de isca e anzol.
Se você quiser pegar um peixe pequeno, você não precisa ir muito longe. Por outro lado, se quiser
pegar um peixe grande, você tem que ir fundo.
Um desejo é como uma isca.
Focar/Concetrar-se em alguma coisa é como colocar a isca no anzol.
Se sua consciência/preocupação está aumentando você pode ir mais fundo.
E o que vêm das profundezas é grande, puro, poderoso e abstrato.
Tudo o que você puder fazer para aumentar a capacidade de “pegar o peixe grande” é válido.
Eu estou procurando peixes que possam se traduzir no cinema. E eu sei que eles existem.”
- Algumas frases do vídeo que resumem a metáfora de David Lynch.
- Essa é uma lição (melhor detalhada no livro Catching the Big Fish: Meditation, Consciousness, and Creativity, sem tradução para o português) de um dos mais intrigantes diretores do cinema atual. Com sua linguagem única e abstrações sem igual, David Lynch dá a dica de como amadurecer idéias (possivelmente um embrião de roteiros) de acordo com as ambições de cada um!
- Para quem curte um cinema diferente do habitual e com idéias originais e interessantes, vale q pena dar uma olhada na biografia do diretor (dá-lhe google e wikipedia).
Falou
Homem Elefante : David Lynch Setembro 18, 2007
Posted by sussurro in David Lynch, cineastas.Tags: cineastas, David Lynch
2 comments
Flávia Frossard
Tem filmes que nos encantam simplesmente por nos fazer entrar na história, nos colocar na pele da personagem, e assim vivenciar aquela história como se estivesse acontecendo conosco! Tem diretores que estão sempre produzindo filmes incríveis.O homem elefante (Elephant Man) é um desses filmes, que nos intriga e nos deixa encantado. O filme é de 1980, dirigido pelo grande cineasta David Lynch. Quem quiser mais informações vale a pena conferir no blogue do Miguel Galrinho .
Vale a pena alugar e assistir!
Cineasta : Jorge Furtado Setembro 3, 2007
Posted by sussurro in cineastas, jorge furtado.Tags: cineastas, jorge furtado
3 comments
Flávia Frossard
Com quatro longas produzidos (Houve uma vez dois verões; O homem que copiava; Meu tio matou um cara e o mais novo Saneamento Básico, o filme) e 13 curtas (entre eles o conhecido ilha das flores), o Espírito Santo teve o prazer de receber essa fera do cinema no REC (Rumo a estação cinema; festival de vídeos universitários). Com uma grande definição de cinema ele abre a sua participação no festival:
“Cinema: Nunca real sempre verdadeiro”.
Entre entrevistas, debates, palestra, pré-estréia de filme e oficina, Jorge nos encantou com a sua simplicidade e a sua paixão pelo cinema. Entre todas as suas falas, com certeza os 10 mandamentos para se fazer um filme expostos por ele na palestra na última sexta-feira a noite não podem passar sem serem registrados:
- O orçamento de um filme é a sua estética.
- Realismo custa dinheiro.
- Você não pode fazer um filme de baixo orçamento sem ter um orçamento.
- Não faça acordos que comprometam o seu trabalho.
- Faça tudo o mais legalmente possível.
- Todos os problemas acontecem na pré-produção.
- Se você deixar as pessoas desaparecem, alimente bem a sua equipe, 10 horas de sono são fundamentais.
- Não seja um idiota com a sua equipe. (Entende-se por idiota: desorganizado ou rude)
- Não perca tempo terminando essa lista! Comece a rodar!
Que essa vinda dele a Vitória anime muitos universitários a produzir mais e acreditar que fazer cinema no Brasil é possível!



