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Willie Caolho! Outubro 19, 2007

Posted by sussurro in Cinema Brasileiro, José Padilha, Pirataria, sociedade.
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Raphael De Angeli 

Corsários da calçada. Esse alcunha é a cara deles: os vendedores de DVDs piratas. Ontem à tarde, em uma mini-banca, no centro da cidade resolvi parar e conversar com um vendedora. Apesar de sua quitanda ser uma das mais simples da região, vendia alguns dos maiores clássicos do cinema mundial (Cidadão Kane e O sol é para todos), relógios de diversas cores, anéis (?) e vale-transporte. Como cabia tudo ali era difícil de saber. Mas provavelmente aquelas tradicionais bolsas ao lado dela escondiam algo.

Então perguntei pelo mais desejado. Aquele que nem todos assistiram, mas que todos já ouviram falar: Tropa de Elite. Ela me disse que sem dúvida é o que mais vende. E me apresentou ainda as suas continuações (pasmem!). Isso mesmo! É claro que não são bem assim continuações. Ela me confirmou que Tropa 2 contém uma série de documentários e entrevistas sobre o filme, e que Tropa 3 exibe cenas reais do BOPE invadindo as favelas. Ufa! Não vi ainda, mas gastei  10 reais na intenção.

Dona Luciana (nome fictício) ainda me disse que o gosto das pessoas está mudando. Além dos tradicionais filmes de ação, com sangue e explosões, e dos últimos lançamentos, o público agora quer também alguns que já ouviram falar, mas que não passam na TV (pelo menos na aberta). Isso justifica os filmes que citei no começo. Será que a pirataria não só divulga o comercial, mas também está abrindo as portas para os consagrados da crítica, para as obras de arte???

Entrevista: Maria Ines Dieuzeide Outubro 18, 2007

Posted by sussurro in entrevista, produção capixaba.
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 Flávia Frossard

O vídeo Cave Canem foi produzido por 8 pessoas, entre elas, Maria Ines Dieuzeide, que está cursando o 7º período do curso de Comunicação Social da Ufes. Já ganhou prêmios no Estado e já foi exibido em 3 continentes. Ele ainda não está disponível no Youtube, mas possivelmente vocês terão a chance de assistí-lo no Vitória Cine-Vídeo, uma vez que há grandes chances dele ser selecionado. A estudante nos conta um pouco mais como foi o processo de produção e circulação do vídeo, e mostra que é possível produzir no Estado!!

De onde surgiu a idéia de produzir o documentário/ Vídeo- arte?
O vídeo, que o Heraldo prefere chamar de “experimental”, mas que é documentário também, foi feito a 8 mãos (Heraldo Borges, Marijana Mijoc, Hugo Reis e Maria Ines Dieuzeide). A idéia inicial surgiu com Heraldo e Marijana, estimulados pelo Hamburg International Short Film Festival, que tem uma categoria de vídeos de 3 minutos, com um tema sugerido a cada edição do festival. Neste ano, o tema era Home. A idéia foi mostrar uma outra idéia de “lar”, visto um pouco como prisão. Além disso, trata também da intolerância, do não querer saber daquilo que acontece fora dos nossos muros.
Como vocês conseguiram os recursos para produzir o Cave Canem?
Este foi um vídeo muito barato, que não demandou recursos. Usamos uma câmera mini-DV do Departamento de Comunicação Social da Ufes, que foi cedida para o GRAV, e depois editamos em casa mesmo (na verdade, na casa de um amigo, André Alves!).
 Como foi ter o vídeo exibido em Hamburgo e no Japão? Ele já recebeu algum prêmio?

O vídeo foi feito para esse festival de Hamburgo, mas eu, particularmente, não tinha muita expectativa de que ele fosse selecionado. Quando soubemos da seleção, foi uma alegria enorme. Depois disso, a organização desse festival levou o vídeo para ser exibido em Kyoto, durante a Media – Art – Week, e em Osaka, no Planet Studio +1. É muito legal saber que as pessoas lá longe, em outro continente, estão assistindo uma produção sua, e talvez gostando. É legal perceber o alcance que um vídeo pode ter (e um pouco assustador até, porque te faz ter consciência da responsabilidade de dizer alguma coisa), e que talvez ele consiga gerar alguma coisa em espaços e em pessoas nunca antes imaginados, e que a gente nunca vai conhecer, nunca vai saber quem elas são.

Aqui em Vitória, ele foi exibido na III Mostra Produção Independente – A Vida é Curta, quando ganhou o prêmio especial do júri, e no 3º Festival Nacional de Vídeos Universitários – REC 2007, quando ganhou o prêmio de melhor documentário.

Cinema Brasileiro: A triste realidade Outubro 17, 2007

Posted by sussurro in Cinema Brasileiro.
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 Flávia Frossard

Em 2003, 21,4% do público que freqüentou as salas de cinema em nosso país, assistiu a filmes Brasileiros. Em 2005 o número caiu para 11,9% do total de espectadores. No primeiro semestre deste ano ficamos abaixo da linha dos 10%, atingindo o índice de 9,7%.  Procurando saber o que os brasileiros acham dessa situação encontrei pelas ruas de Vitória as mais diversas opiniões, escolhi para postar quatro delas:

Julia Ferreira, 22 anos, estudante de Rádio-TV :

O problema é que a bilheteria depende muito do número de salas, cidades em que é exibido. Filmes quase secretos, como acontece com os brasileiros, obviamente não vão ter boa bilheteria. É uma questão de oportunidade .

Jônatas Almeida, 35 anos, cineclubista :

A culpa é nossa, só nossa. Quando aprendermos a valorizar mais o que nosso, e não porque é nosso e sim porque tem qualidade também, aí poderemos ver filmes como O Cheiro do Ralo e Baixio das Bestas alcançando altos números de espectadores.

Paulo  Barreto, 27 anos, gosta de ir ao cinema : 

Confesso a você que não tenho assistido a muitos filmes nacionais nos últimos tempos. Nem estrangeiros. À não ser os que passam na tv. O problema é que os filmes mais antigos deixaram marcas negativas demais no cinema brasileiro.

Rodrigo Gomes, 19 anos, se apresenta como cinéfilo:

Infelizmente no Brasil tem gente muito preconceituosa perante filmes nacionais…..
Isso prejudica a bilheteria…

As opiniões  ficaram em torno dessas mesmas respostas, as pessoas em geral acham que os filmes brasileiros são chatos, possuem muitos palavrões, e alguns poucos falam do problema da distribuição,  para mostrar que não é só isso, uso uma frase de Sérgio Rubens de Araújo Torres, que explica o que pode ser a causa maior desse problema:

“Mais do que de recursos públicos para a produção, o que o filme brasileiro necessita é contar com uma rede de distribuição nacional, que possa fazer frente às distribuidoras americanas, com uma rede de exibição nacional dentro da mesma característica e com cotas de tela decentes – não só para os cinemas, mas também para a televisão. E rápido, antes que seja tarde. “

 Que seja rápido, muito rápido!

Outros blogues falando do mesmo assunto:

Oliveira Dimas

Blogue de Jamildo

Diário de Blindness Outubro 6, 2007

Posted by sussurro in blogues de cinema, cineastas, fernando meirelles.
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Raphael De Angeli

Ensaio sobre a cegueira

Fernando Meirelles, cineasta, e dono da O2 Filmes, repete seu diário de bordo. Ele já havia feito isso quando gravou O Jardineiro Fiel, em 2005. Um relato extremamente interessante. Vale muito a pena visitar.

 Meirelles

Uma das poucas oportunidades de conhecer os bastidores de uma mega-produçao. Mega-produção porque a equipe técnica é muito boa, tem dinheiro pra caramba em jogo e a história é do mestre Saramago. Agora só falta torcer pra dar certo!

OLHA O LINK AQUI!

http://blogdeblindness.blogspot.com/

“Free Burma!” Outubro 4, 2007

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Flávia Frossard e Raphael De Angeli

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Pela Liberdade e Democracia na Birmania!

[Saindo do tema do blogue para aderir uma campanha internacional que vale a pena!]

O ano em que meus pais saíram de férias FOI O ESCOLHIDO! Outubro 4, 2007

Posted by sussurro in Cinema Brasileiro.
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Flávia Frossard

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Entre tanta polêmica e discussão sobre Tropa de Elite, O ano em que meus pais saíram de férias, filme de Cao Hamburger, passa na frente e foi escolhido o representante brasileiro que vai disputar uma das 5 vagas ao Oscar.

Quem quiser saber mais sobre o filme da uma olhada no Filmes do Chico !!

Diogo Mainardi humilha o Cinema Brasileiro Outubro 4, 2007

Posted by sussurro in Cinema Brasileiro, Diogo Mainardi.
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Flávia Frossard

“(…)
Se o Brasil deixasse de fazer cinema, todo mundo sairia ganhando. Os contribuintes economizariam uns trocados. E a cultura brasileira se livraria de alguns de seus episódios mais constrangedores, mais humilhantes. Quando a Lei do Audiovisual foi instituída, seus autores prometeram que no futuro – um futuro não muito distante – o cinema nacional atingiria a auto-sustentabilidade. Traduzindo: depois de alguns bilhões de reais de investimento público, o cinema brasileiro criaria os meios para se sustentar com as próprias pernas. O que aconteceu foi o contrário. Quanto mais dinheiro o Estado aplicou no cinema, mais inviável economicamente ele se tornou. É igual ao Bolsa Família. O assistencialismo tem esse efeito perverso – produz párias, produz dependentes, tanto no cinema quanto na sociedade. O assistencialismo produz também consenso eleitoral. Os cineastas vendem seus votos como os sertanejos miseráveis. E, drogados com o dinheiro estatal, não conseguem se libertar do vício.” Diogo Mainardi

E o  pior é que ainda tem gente apoiando como o blog [?] do Reinaldo Azevedo , chamando de Bolsa Cinema. Quem quiser ouvir na íntegra, e tiver MUITA paciência,  encontra nos podcasts da Veja.

O interessante é lembrar que apenas o cinema dos EUA possuem um cinema auto-sustentável e isso porque garantem a distribuição para todo o mundo. No resto do mundo a produção auto-sustentável é quase nula, e dessa forma solução é parar de produzir? Só rindo, né?!

Idéias Outubro 3, 2007

Posted by sussurro in David Lynch, cineastas, idéias, roteiro.
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 Raphael De Angeli


“Idéias são como pescar: você precisa de isca e anzol.

Se você quiser pegar um peixe pequeno, você não precisa ir muito longe. Por outro lado, se quiser
pegar um peixe grande, você tem que ir fundo.

Um desejo é como uma isca.

Focar/Concetrar-se em alguma coisa é como colocar a isca no anzol.

Se sua consciência/preocupação está aumentando você pode ir mais fundo.

E o que vêm das profundezas é grande, puro, poderoso e abstrato.

Tudo o que você puder fazer para aumentar a capacidade de “pegar o peixe grande” é válido.

Eu estou procurando peixes que possam se traduzir no cinema. E eu sei que eles existem.”

- Algumas frases do vídeo que resumem a metáfora de David Lynch.

- Essa é uma lição (melhor detalhada no livro Catching the Big Fish: Meditation, Consciousness, and Creativity, sem tradução para o português) de um dos mais intrigantes diretores do cinema atual. Com sua linguagem única e abstrações sem igual, David Lynch dá a dica de como amadurecer idéias (possivelmente um embrião de roteiros) de acordo com as ambições de cada um!

- Para quem curte um cinema diferente do habitual e com idéias originais e interessantes, vale q pena dar uma olhada na biografia do diretor (dá-lhe google e wikipedia).

Falou